O AGRONEGÓCIO NA TERRA MÃE DAS COMMODITIES.

 


O Brasil tem o nome de brasil por conta do pau-brasil (em brasa, vermelho como fogo), primeira mercadoria extraída do Brasil, assim que Cabral dele tomou posse; mas, a primeira produção massiva em terras brasileiras foi o gado de corte e tração.

O gado era de corte, para abastecer de carne a enorme esquadra comercial portuguesa, além da iniciante colonização portuguesa, mas também de couro, que era largamente usado na confecção de cordas e até como embalagem de produtos mais grosseiros, como os rolos de fumo. E de tração, porque ninguém transportava a medias distancias nada mais volumoso que não fosse por juntas de bois, assim com a maioria das moendas dos engenhos eram movidos a bois.

O gado pode ter sido introduzido em São Paulo por Martim Afonso de Souza; e até feito estágio em Tatuapara. Mas, foi em Itabaiana, suas serras em círculo, um curral natural, o lugar onde primeiro a criação de gado assumiu a feição de commoditie, fornecendo gado para a Bahia, o segundo polo mais rico do Brasil; e Pernambuco, o primeiro.

Onde em primeiro o aboio entoou para juntar o gado solto nos tabuleiros e pés de serras e "campinas da Tabanha".

A terra dos vaqueiros primevos do Brasil.

E há três anos que vem sendo realizado nos velhos pastos e campinas de "infinitos gado" de 1600 e 1640, a SEALBA Show.

A feira Agropecuária oportuniza, nestes tempos de “corn belt” nordestino, e, mediante a magnífica tecnologia desenvolvida, quase toda ela, pela Embrapa - a de adaptação aos solos secos da caatinga - a comercialização de produtos agropecuários em larga escala, onde são esperados milhares de produtores, a visitarem e fechar negócios com as centenas de fornecedores de máquinas e serviços. 

Começou anteontem, 31 de janeiro, e vai até o domingo, dia 3 deste fevereiro.

Itabaiana voltando a ser o símbolo da commoditie brasileira.

No velho curral natural, terra-mãe da commoditie brasileira, mais uma feira Agro.


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